A inspirada e engenhosa idéia do trio de profissionais teve o merecido prêmio. A Comissão Julgadora não decepcionou. A idéia, desenvolvida a partir de um nó duplo, entrelaçou dois "bês" e ainda sugeriu um cifrão ($) estilizado. Genial. A mais expressiva logomarca do Brasil, ao lado da inspirada logomarca da Eletrobrás. Mas nem tudo foram flores. Como o desenho não era perfeitamente simétrico, colocá-lo de cabeça para baixo modificava-o. E não faltavam os cochilos dos desenhistas. A própria gráfica do Banco foi flagrada invertendo a logomarca em impressos oficiais. Então, na década de 80, um assessor do gabinete da presidência decidiu passar por cima dos autores e da Comissão Julgadora da obra-prima e inventou a sua logomarca simétrica! Ninguém erraria mais. A idéia durou pouco. Outro assessor remendou-a e a deixou menos pior do que a segunda. Esta terceira versão persiste até os nossos dias. Eu vivo esperando que a administração do Banco decida resgatar a idéia original. Afinal, desrespeitar a autoria de uma obra de arte e vandalizá-la não fica bem para a imagem do Banco do Brasil. Até porque as duas tentativas de melhorar o desenho foram absolutamente infelizes. ![]() •Humberto Costa Sousa Filho, catarinofluminense, exímio artefinalista do BB nos anos setenta. |